Posts Tagged 'Trechos de um diario'

Querendo mudar

Hoje percebi que um ano atrás, no dia 01 de setembro eu estava enlouquecida correndo atrás dos preparativos. Fazendo contagem regressiva para ir viajar, faltando apenas 8 dias… Faz tanto tempo! E nem parece. O tempo passou realmente muito rápido, e até fico com saudades do friozinho na barriga que eu estava sentindo. Quantas coisas mudam em um ano? Muitas. Embora eu apoie sempre o pensamento de que as pessoas simplesmente não  mudam, digo também que mudam, em aspectos mais leves, mais mutáveis. Crescemos, amadurecemos, encontramos outras prioridades.

E eu sinto muita necessidade de mudar… Me canso com a monotonia, e quero sempre novidades! Andei anotando algumas ideias, pegando algumas imagens, aperfeiçoando a minha suuuper habilidade em programas de ilustração (hahaha) e estou pensando em um novo layout.. Confesso que até pensei em um novo nome, esse não é muito longo? Hahaha… Espero vir com mais novidades em breve!

Beijos mil,

Valentina Rampini

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Só pra dizer duas palavrinhas…

Do início de giugno, ao início de settembre os italianos estão de férias! Felicidade para eles, tristeza para mim. No natal eles tem apenas duas semanas de férias, portanto esperam enlouquecidos por aquelas de verão. E vão pro mundo! Desaparecem mesmo. Esquecem computador, celular, amigos, família, vida social! Só querem saber de praia, montanha… E enquanto eles se mantem distantes do computador, eu fico aqui… A espera de novidades da minha famiglia, da minha antiga escola. E tantas outras coisas. Não vejo a hora de ter todos de volta no computador pra matar as saudades, que não pulam nos meus sentimentos tão claramente, mas que eu sei que estão aqui. Ahhh estão…

E amanhã vou a minha segunda aula de Jornalismo de Moda. Espero que desta vez a correria entre ruas paulistanas desconhecidas seja um pouco menor!

Beijos mil,

Valentina Rampini

Sognando

Sabe quando você simplesmente não entende nada? Acontece com você também? De viver fora da realidade, só no mundo dos seus pensamentos, de não conseguir entender e seguir o que está ocorrendo…

Sinto como se eu nunca tivesse saído do Brasil. Como se eu tivesse dormido dia 9 de setembro, e tivesse acordado dia 11 de julho. Foi uma daquelas “noites” de sono com mais de 12 horas, sabe? Quando você já dormiu mal a semana toda, e no sábado vai para alguma discoteca… Nas férias!! Quantas vezes isso já não aconteceu comigo… É! E a semana do dia 2 ao 9 de setembro foi assim, dormi mal mesmo, se é que posso dizer que dormi! Estive a 200 por hora quantas horas do dia consegui. Aí adormeci. E acordei há um mês e 10 dias, mas na verdade esse tempo se passou em 14 horas. De sono. De sonho.

Agora estou aqui. Acabei de acordar, e depois de tanto tempo dormindo é difícil pegar no ritmo. Estou fazendo várias coisas, mas ainda em transe. Acho melhor ir tirar o pijama e lavar o rosto.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Se não deu certo…

Normalmente criar expectativas faz parte do meu dia a dia. Mas segunda-feira não. Acordei suficientemente tranquila, por mais que estivesse esperando uma resposta. Durante a aula de Ilustração Digital entro no meu e-mail, na falida tentativa de enviar minha ilustração a mim mesma, afinal o pen drive tinha sido esquecido em casa. Neste momento lembrei da resposta que eu estava aguardando, e que não tinha chegado ainda… “Você tem (zero) novas mensagens”. Expectativas também zero, mas frio na barriga mil! Sem saber o que esperar, só muito ansiosa. Chegando em casa faço alguns telefonemas e começo a correria. Em pouco tempo já estava dentro do ônibus, e chegando na Terra da Garoa. E no meio da imensidão de prédios e variados biotipos, eu me encontrava sozinha, no meio do metrô. Coincidência ou não, a semelhança com a Metropolitana Romana me ajudou e proporcionou a possibilidade de vagar tranquilamente entre linhas e vagões. Tranquilidade total exceto quanto as más indicações que dificultaram a compra dos bilhetes. Cinco minutos de confusão mental e 25 de semelhanças e saudade romana.

Enquanto esperava durante uma das baldeações tive a “sorte” de esperar exatamente na frente da única porta que não estava abrindo. Fiquei irritada devido ao “tempo contado”. O primeiro estágio de calmaria veio quando me lembrei que o trem seguinte chegaria rápido, diferente de como é na Itália. O segundo momento veio quando percebi que a mulher parada atrás de mim estava rindo. A primeira frase que me veio em mente foi “POR QUE ela está rindo…”, até que eu me virei e cheia de simpatia ela começou a puxar papo: “haha, a mulher ali de trás falou ‘por que essa m*rda não abre?’…”. Dei uma risadinha e respondi: “é, pois é”. Não compreendi muito bem no primeiro momento qual era o intuito daquele comentário, até ela completar: “Hm, se não abriu é porque não era pra abrir! É só esperar o próximo, não é não? Significa que esse não era pra ser o nosso…”. Só consegui responder um “é mesmo” e caí no silêncio. Me senti arrepiada.

Foi como se no meio de toda aquela imensidão paulistana, de todas aquelas vozes cheias de histórias e emoções, eu estivesse sozinha. Em um vazio intenso e silencioso, cheio de pensamentos.

Voltei à realidade assim que ouvi que o próximo trem se aproximava. Fiquei com aquilo guardado na cabeça.

Beijos mil,

Valentina Rampini

minha vida acabou de começar

“odeio me sentir assim..”

“assim como?”

“assim, sei là, ficar sonhando desse jeito… eu nunca fui assim”

“ué Valentina, hahaha, ‘eu nunca fui assim’?. Sua vida acabou de começar.”

T.U.D

11 febbraio, di 2010.

Amanha é aniversàrio do meu pai. 53 anos. O tempo passa. Quando eu nasci ele tinha sò 35. Ainda tinha cabelos pretos. Com o passar do tempo o grisalho foi aparecendo, e na mesma proporçao eu fui aprendendo, descobrindo o significado da palavra pai. Percebi o quanto somos parecidos, e o quanto é dificil viver com uma pessoa como eu. Somos certinhos, organizados (chatos), frios e calculistas. Mas somos do tipo famìlia. Que cozinha e agrada, tem muitos amigos e nao deixa ninguém na mao. Agradamos do nosso jeito. Nao abraçamos, nao damos mil beijinhos – embora sejamos italianos – mas sabemos agradar com pequenas coisas. Escolher a sobremesa certa, a cor ideal de fita para aquele papel de presente. Ligamos na melhor hora. Entre nòs somos mais amigos do que pai e filha, nos ajudamos, damos risada, pensamos que somos os melhores. Fazemos piadinhas mas nao as aceitamos de volta. Mas na hora do aperto, do orgulho sabemos dizer com honra “é meu pai”. E infelizmente esse ano nao vou poder pegar um abraço para a minha coleçao, vai fazer falta, porque como eu falei, sao poucos. Sao poucos mas sao dados na hora certa, e nessas “horas certas” vem com muita vontade. Pai, nao venho pro seu, mas venho pro meu! TE AMO.

(War is Over)

   

   Uhul! Natal! E’poca de muitas comemoraçoes, comida, presentes,  declaraçoes e perdoes, calor e papai noel. Mas nao. Nem parece que é natal, esta um frio terrìvel, e eu fui numa festa onde estavam presentes tipo vinte netos, e nenhum conversava comigo! No meu natal no Brasil tem aprossimadamente cinco netos, e todos conversam comigo. Nòs comemos, muito, cada um na hora que esta com fome, 0% de formalidade, e muita, muita risada! Mas de qualquer forma, foi muito legal, o valor que eles dao ao natal aqui na Italia è muito diferente, a preparaçao começa um mes antes, nòs temos uma arvore de dois metros, e sao tres dias de muita comida. Uma experiencia muito legal, e foi fofo, no meu presente tinha uma “dedicatoria”, dizendo que era do Natal de 2009, um natal es pecial na minha vida, junto com a familia Motta, jà que no pròximo eu nao estarei aqui…  Foram todos muito carinhosos, mesmo, mas nada como a minha familia. De qualquer forma, estive muiito feliz nesses tres dias de festa, entao està òtimo!  

eu e meu irmao, montando o presépio.. 8)

o presépio pronto, que obviamente nao fomos nòs que acabamos.

 

Famiglia! (atençao especial para o meu vestido.. eu que fiz! eu que fiz!)

 

(atençao especial pra essa saia também)

  Férias, férias… Sao boas sem chuva. Com a chuva passo o dia todo em casa – estou tentando escrever, mas meu priminho de 3 anos està aqui no meu quarto, ele grudou em mim e nao me solta mais, e fica falando “tamanho, tamaaanhoooouuu”, descobriu essa palavra em portugues e nao para de falar, depois coloco o video – , comendo, no computador, e pensando. Acabo pensando em muitas coisas, e tentando imaginar (nova) o que vai acontecer com outras…  Argh, odeio isso. Tenho que aprender a ser mais paciente, e deixar que as coisas simplesmente aconteçam.  

 9 de outubro de 2009.  

  Me senti de novo assim hoje, saindo do metro em direçao a Piazza di Spagna. Era uma escada rolante longuìssima, abafada, que parecia ir em direçao ao teto. Como uma subida de montanha russsa, que vai em direçao ao céu.