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Brasileiros em NY

Ufa! Depois de muitas horas de dedicação, acabei os dois textos que tenho que entregar amanhã na aula de Jornalismo de Moda! Aí vai o primeiro, falando sobre os estilistas brasileiros que desfilaram em NY!

Um só país, e diversas maneiras de representá-lo, principalmente quando se trata de moda. É o que os estilistas Carlos Miele e Alexandre Herchcovitch (no comando de duas marcas) nos provaram quando desfilaram no Mercedes-Benz Fashion Week, em Nova York, de 9 a 16 de setembro.

O empenho era o mesmo, criar uma coleção ao estilo Brazil to Export, mas as inspirações eram diversas. Para a Rosa Chá, Herchcovitch buscou inspiração nas roupas de banho do século passado. Usou linhas que estruturaram e marcaram o corpo da mulher de maneira sexy e discreta, e introduziu harmônicos babados e transparências que passaram longe da vulgaridade. Os tecidos foram dos lisos e sóbrios aos florais, que perderam sua leveza devido ao preto que os contornava.

Também adepto a transparências e ajustes, Carlos Miele se inspirou na natureza (significância brasileira). Com uma cartela de cores suaves, fez uso de tecidos e texturas diferentes, alguns até com estampas de insetos, teias de aranha ou florais. Preocupou-se em oferecer com cautela o despojamento e a sensualidade brasileira às fãs internacionais.

Já para a HERCHCOVITCH;ALEXANDRE, Herchcovitch procurou inspirações em outro hemisfério. Buscando ícones da história da arte estadunidense colocou em seu caderninho de referências artistas abstracionistas como Mark Rothko e Barnett Newman. E por que não falar de Jackson Pollock! Ou então do futurismo New Age… Com ampla cartela de cores – desde opacas a brilhantes, sóbrias a vibrantes – foi criada uma incrível coleção, com volumes localizados e sem qualquer tipo de marcação ou ajuste. As inspirações foram diversas, nenhuma verde e amarela, mas a coleção foi exclusivamente brasileira!  

 

Looks das coleções:

Rosa Chá

 

 

Carlos Miele

 

 

Herchcovitch;Alexandre

 

 

Veuve Clicquot geladinho!

O mercado de bebidas está cada vez mais cheio de inovações. Um grande exemplo são as edições limitadas das garrafas de Absolut que vemos sempre por aí! A última grande inovadora foi a Veuve Clicquot, que criou esse minirrefrigerador, especialmente para a Veuve Clicquot Brut Yellow Label, para todos os momentos!

Feita em acrílico e lâmina brilhosa especial mantém gelado por até duas horas o líquido! Com um design muito sofisticado torna-se peça de desejo a primeira vista! E é mais acessível do que parece: R$250! Um tanto quanto acessível para os consumidores que pagam entre R$ 180 e R$ 800 (dependendo do tipo), não?

E mesmo para os não-consumidores de plantão mas amantes do Design, vale a pena! Quem é que não gostaria de ter esse estojo com design vintage que remete ao estilo das graciosas geladeiras dos anos 50, desenhado pelo escritório QSLD Paris?

Eu quero! Ah, e pra quem não é fã do amarelo, tem outra opção:

Beijos mil,

Valentina Rampini

Lady Barbie!

Como falei no post passado fizemos algumas apresentações na aula de Metodologia, e uma das minhas amigas fez sobre Barbie. Durante a apresentação ela comentou a existência de uma Barbie nova, que me deixou looooouca! Lady Gaga!!!

Fiquei muito interessada, e dei uma pesquisada sobre… Ela foi criada por um fã, de Beijing, chamado Veika (29 anos), que não compreendia como ainda não havia sido criada uma edição limitada de Barbies para a queridíssima Gaga… Cansado de passar vontade, o fã criou as tais bonecas, com os principais looks da cantora!

E pode-se dizer que ele fez um excelente trabalho! Ficou atento aos mínimos detalhes, realizou tudo de forma super real, inclusive acessórios, sapatos, maquiagem… Atenção especial aos penteados!  Hehehe…

É de se adimirar o trabalho de Veika. E é muito evidente que a Mattel precisa acordar, e iniciar logo a produção das bonequinhas da Lady Gaga, que se tornarão objeto de desejo!

Beijos mil,

Valentina Rampini

Wayfarer (noooovo!)

Imperdoável é a ausência, exceto quando bem justificada: trabalhos da faculdade. Os últimos dias foram um tanto quanto corridos. Ontem tive mais uma aula do curso de Jornalismo de Moda, e estou gostando cada vez mais… Têm tantas coisas que nem imaginamos que acontecem por trás das revistas, editoriais, pautas, etc etc… É um mundo infinito! Ontem falamos sobre capas, vimos dois videos, um sobre a capa de 35 anos da revista Vogue, e outro sobre o Reinaldo Lourenço. Mas falo sobre isso depois…

Quarta-feira passada na aula de Metolodogia do Produto tivemos que apresentar um trabalho sobre a Linha de Vida de algum produto, eu escolhi o modelo Wayfarer da RayBan, vou contar um pouco…

A marca RayBan (junção da palavra “raio” (ray) e as tres primeiras letras do verbo “banir” (bannish)) foi criada em 1937, “a pedidos” de um tenente americano, que após uma viagem de balão reclamava de uma irritação na retina causada pelo Sol. O primeiro modelo a ser criado foi o famoso Aviador, que ficou muito conhecido (e empata na classificação “modelo de óculos mais vendido” com o Wayfarer).

Este modelo foi criado apenas em 1952, e ficou realmente famoso em 1961, após ser usado pela atriz Audrey Hepburn, no filme Bonequinha de Luxo.

Durante a década de 50 e 60 se manteve nos rostos mais conhecidos, e foi ícone de desejo. De muito desejo!

Na década de 70 suas vendas caíram, e por pouco não foi tirado do mercado. Estrategicamente, na década de 80, a RayBan o introduziu em vários filmes de Hollywood, fazendo com que se tornasse ícone de desejo novamente!

Depois dessa época este modelo desapareceu, e em 2008 reapareceu! Um grande vai e vem, que o classifica como um dos maiores ícones de desejo do século XX.

Ah! E olha que legal, o modelo foi inspirado nos carros com traseira “rabo de peixe”, e revolucionou por seu design diferenciado…

Há algum tempo atrás foi criado um evento onde artistas, cantores, designers deveriam criar seu próprio modelo, que seria leiloado!

Alguns…

de Dudu Bertolini e Rita Comparato

de Finok

de Herchcovitch

E uma foto de um modelo muito legal, inspirado nas linhas de metrô de New York. Os desenhos são apenas internamente…

Beijos mil,

Valentina Rampini

Schincariol!

No dia seguinte ao meu post sobre a Itubaina Retro fui com a turma da faculdade visitar a fábrica da Schincariol! Por coincidência, porque eu nem estava me lembrando da tal visita…

Chegando lá fiquei empolgada com a ideia de encontrar a tal garrafinha retro que eu estava querendo. Perguntei ao funcionário que nos acompanhou na visita se ainda a fabricavam e ele afirmou que sim. Ah, falando nisso, lá descobri que foi fabricada em 2008 (!!!), e no post eu falei que tinha sido em 2009.

A história da empresa é muito legal, e fiquei emocionada ao assistir ao video que contava sobre a família, como iniciaram… Como toda grande indústria começaram lá de baixo! Com uma pequena produção de itubaina no fundo de casa, e aos poucos cresceram, tiveram algumas fases complicadas, e subiram novamente, se tornando uma das 20 maiores cervejarias do mundo! Contam com tecnologias incriveis, possuem 5 das 7 máquinas (um certo tipo lá) mais tecnologicas da América Latina.

No fim da visita de brinde recebemos uma sacolinha com todos esses produtos. E para a minha surpresa e felicidade olha o que eu encontrei!!

Beijos mil!

Valentina Rampini

Itubaina Retrô

De uns tempos pra cá se tornou muito fácil encontrar referências retrô por aí. Na moda, na arte, no design (principalmente)… Quem acompanhou os últimos desfiles, ou as últimas revistas pode conferir quantas roupas inspiradas nos anos 50 e 60 apareceram por aí, somadas a maquiagens, cabelos e acessórios típicos da época.

Há algum tempo a Brastemp aproveitou essa onda vintage para lançar esse mini refrigerador aí super bacana e irresistível! Foi um sucesso, obviamente.

Outra empresa que aproveitou o embalo foi o Grupo Schincariol, que em homenagem aos 54 anos de Tubaina lançou a Itubaina Retrô (o blog deles é bem legal).

“A Itubaína traz em seu DNA o saudosismo da infância. Com a versão Retrô inovamos com um produto sofisticado, jovem e diferenciado, que preserva o conteúdo original com forma moderna e atualizada” diz Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol.

No site podemos encontrar os pontos de venda, neste MAPA. A empresa procurou distribuir o produto, predominantemente, em pontos de venda frequentados por jovens, ou
pessoas interessadas nessa moda nostalgica…

O produto já foi lançado há mais ou menos um ano, mas só o descobri agora, digamos que não sou tão fã de refrigerantes, e portanto não é a sessão
mais frequentada por mim no supermercado. Em breve procurarei essa garrafa, ouvi dizer que aqui em Sorocaba está a venda no WalMart!

Beijos mil,
Valentina Rampini

Processo de Criação

Qual o conceito de criatividade, definição de Design? É criar nova atividade, é percepção, observação, olhar, pesquisar. É montar, modificar algo. E qual a importância da observação no Design? Faz indispensavelmente parte da projeção, no momento de definir algo inexistente, a partir de conhecimento preexistente (aqui temos a relação Design = Projeto, e Projeto = Pesquisa). E quando pensamos em observação não significa “anotação”, “desenho”, significa memória, subconsciente. Porque muitas vezes, mesmo sem perceber, criamos algo nos baseando em algo já visto antes, no estilo Mémoire Involontaire, bem à Madeleine de Proust mesmo.

E criar um bom produto não depende apenas de muita Criatividade. É necessário Semântica (“coisas relacionadas a uma palavra”) para agradar o cliente, pesquisa, diferença, correlação. É preciso criar um conceito para vendê-lo, sem conceito não há venda! E infalível é a Percepção (“olhar apurado”). E a união Criatividade + Semântica + Percerpção resulta em Design, que, lembrando, significa Projeto. E assim poderíamos escrever isso ao contrário, colocar como resultado dessa somatória “Projeto”, que sucessivamente significa Design.

Dentro de todo o processo de criação entram seriamente muitos fatores, mais do que simplesmente Percepção e Madeleine, e claramente um bom projeto na nossa concepção não é o suficiente para obter sucesso, é necessário Branding, tornar perceptível ao cliente a importância de uma contratação.

Obviamente muitos outros fatores podem ser adicionados nisso tudo. São tantas teorias, tantas regras, fugas e dicas que ficaria complicado falar de tudo. Para uma pessoa completamente leiga no assunto (atualmente não me sinto mais tão leiga assim) é difícil imaginar isso tudo apenas ao observar uma latinha de refrigerante, uma cadeira, um lustre. Achei que seria interessante tentar mostrar um pouquinho de quanto empenho pode ter sido aplicado naquele objeto, naquele produto que tanto nos agrada, embora não tenhamos ideia do porquê.  Apenas posso, conto mais!

Beijos mil,

Valentina Rampini