Posts Tagged 'Arte'

Wayfarer (noooovo!)

Imperdoável é a ausência, exceto quando bem justificada: trabalhos da faculdade. Os últimos dias foram um tanto quanto corridos. Ontem tive mais uma aula do curso de Jornalismo de Moda, e estou gostando cada vez mais… Têm tantas coisas que nem imaginamos que acontecem por trás das revistas, editoriais, pautas, etc etc… É um mundo infinito! Ontem falamos sobre capas, vimos dois videos, um sobre a capa de 35 anos da revista Vogue, e outro sobre o Reinaldo Lourenço. Mas falo sobre isso depois…

Quarta-feira passada na aula de Metolodogia do Produto tivemos que apresentar um trabalho sobre a Linha de Vida de algum produto, eu escolhi o modelo Wayfarer da RayBan, vou contar um pouco…

A marca RayBan (junção da palavra “raio” (ray) e as tres primeiras letras do verbo “banir” (bannish)) foi criada em 1937, “a pedidos” de um tenente americano, que após uma viagem de balão reclamava de uma irritação na retina causada pelo Sol. O primeiro modelo a ser criado foi o famoso Aviador, que ficou muito conhecido (e empata na classificação “modelo de óculos mais vendido” com o Wayfarer).

Este modelo foi criado apenas em 1952, e ficou realmente famoso em 1961, após ser usado pela atriz Audrey Hepburn, no filme Bonequinha de Luxo.

Durante a década de 50 e 60 se manteve nos rostos mais conhecidos, e foi ícone de desejo. De muito desejo!

Na década de 70 suas vendas caíram, e por pouco não foi tirado do mercado. Estrategicamente, na década de 80, a RayBan o introduziu em vários filmes de Hollywood, fazendo com que se tornasse ícone de desejo novamente!

Depois dessa época este modelo desapareceu, e em 2008 reapareceu! Um grande vai e vem, que o classifica como um dos maiores ícones de desejo do século XX.

Ah! E olha que legal, o modelo foi inspirado nos carros com traseira “rabo de peixe”, e revolucionou por seu design diferenciado…

Há algum tempo atrás foi criado um evento onde artistas, cantores, designers deveriam criar seu próprio modelo, que seria leiloado!

Alguns…

de Dudu Bertolini e Rita Comparato

de Finok

de Herchcovitch

E uma foto de um modelo muito legal, inspirado nas linhas de metrô de New York. Os desenhos são apenas internamente…

Beijos mil,

Valentina Rampini

Processo de Criação

Qual o conceito de criatividade, definição de Design? É criar nova atividade, é percepção, observação, olhar, pesquisar. É montar, modificar algo. E qual a importância da observação no Design? Faz indispensavelmente parte da projeção, no momento de definir algo inexistente, a partir de conhecimento preexistente (aqui temos a relação Design = Projeto, e Projeto = Pesquisa). E quando pensamos em observação não significa “anotação”, “desenho”, significa memória, subconsciente. Porque muitas vezes, mesmo sem perceber, criamos algo nos baseando em algo já visto antes, no estilo Mémoire Involontaire, bem à Madeleine de Proust mesmo.

E criar um bom produto não depende apenas de muita Criatividade. É necessário Semântica (“coisas relacionadas a uma palavra”) para agradar o cliente, pesquisa, diferença, correlação. É preciso criar um conceito para vendê-lo, sem conceito não há venda! E infalível é a Percepção (“olhar apurado”). E a união Criatividade + Semântica + Percerpção resulta em Design, que, lembrando, significa Projeto. E assim poderíamos escrever isso ao contrário, colocar como resultado dessa somatória “Projeto”, que sucessivamente significa Design.

Dentro de todo o processo de criação entram seriamente muitos fatores, mais do que simplesmente Percepção e Madeleine, e claramente um bom projeto na nossa concepção não é o suficiente para obter sucesso, é necessário Branding, tornar perceptível ao cliente a importância de uma contratação.

Obviamente muitos outros fatores podem ser adicionados nisso tudo. São tantas teorias, tantas regras, fugas e dicas que ficaria complicado falar de tudo. Para uma pessoa completamente leiga no assunto (atualmente não me sinto mais tão leiga assim) é difícil imaginar isso tudo apenas ao observar uma latinha de refrigerante, uma cadeira, um lustre. Achei que seria interessante tentar mostrar um pouquinho de quanto empenho pode ter sido aplicado naquele objeto, naquele produto que tanto nos agrada, embora não tenhamos ideia do porquê.  Apenas posso, conto mais!

Beijos mil,

Valentina Rampini

Novità!

Se eu não me engano, no post passado comentei sobre cursos de extensão, que eu andei procurando e tal… Ontem comecei um curso de extensão em Jornalismo de Moda no IED! Dura dois meses, e é toda segunda-feira! É bem complicado pra ir, e depois voltar, porque o curso é das 21 às 23 hs, chego em Sorocaba super tarde e no dia seguinte tenho aula, mas acho muuito que vale o esforço! Eu adorei, as primeiras aulas serão sobre a história da imprensa da moda, e sobre crítica de moda, o resto do programa não f0i passado porque as aulas serão dadas por uma outra professora, Silvana Holsmeister (!!!), “editora de Projetos Especiais da Vogue. Foi Editora-chefe da L’Officiel e editora de Moda e Cultura do jornal A Gazeta”. Me parece bem interessante! Hehe.

Quanto à faculdade, continua legal! Bem legal. Estou aprendendo a fazer umas coisas legais no Adobe Illustrator, e já temos que bolar um projeto com o tema “assento”, isto é, banco, banqueta, cadeira, sofá… Sexta-feira vamos começar o desenho e a maquete, estou com algumas idéias legais, preciso coloca-las no papel pra decidir qual cadeira vai ficar mais interessante!

Este final de semana fui para Americana, em um acampamento da AFS, o último ORCA (Orientação Regional de Candidatos), foi muito legal, como todos os acampamentos deles, e é triste saber que foi o último, mas quero muito me tornar voluntária, para participar de acampamentos e etc, e não deixar nuuunca de sentir essa sensação deliciosa de “intercâmbio”.

Assim que eu puder, conto mais coisas sobre design! Estou acabando um livro muito legal chamado “Elementos de Semiótica aplicados ao Design”, da Lucy Niemeyer, bem legal.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Escolhendo uma faculdade…

Se não me engano outro dia comentei que escreveria e contaria mais sobre a minha escolha: Design de Produtos! Cumprindo a promessa… Acho que é muito claro e visível meu grande interesse por arte, moda, fotografia, design, digamos que eu gosto muito da parte de criatividade! E fazer um curso “artístico” não é tão simples quanto gostaríamos. A valorização ainda é muito pequena, e embora seja importante – se não essencial! – fazermos aquilo que realmente gostamos, é importante também pensar no futuro!

Como falei, é importante fazer aquilo que nos interessa, e foi o que eu decidi, mas procurei algo que me permitisse trabalhar em diversos campos, logo me dando mais possibilidades de trabalho. Neste momento, se me dissessem que o mercado de moda está a mil maravilhas, que o Brasil se tornou um país que super valoriza profissões artísticas, e que eu poderia fechar os olhos e ir com fé no caminho que eu quisesse acho que eu escolheria Moda. Como nada disso é real, resolvi unir o útil ao agradável. Em italiano il piacere al lavoro

Design de Produtos (também conhecido como Desenho Industrial) é um curso realmente muito legal, mais legal do que eu imaginava! Trabalha muito com a parte de criatividade, ensina a montar projetos de produtos, trabalhamos com a parte gráfica também, e – uma das coisas que mais me interessou – nos ensina teorias que demonstram como despertar o interesse de uma pessoa, mesmo que no subconsciente!

Moda (roupas), acessórios e objetos de decoração (principalmente) não deixam de ser produtos! A nossa formação não acaba no último dia de faculdade, existem cursos de extensão, pós-gradução, mestrado, doutorado… Uma infinidade de coisas mesmo! Cursos que não acabam mais, sobre o que quisermos! E foi isso que eu montei na minha cabeça, com todo o meu espírito planejador e organizado decidi que Design seria uma boa opção, me ensinaria muitas coisas, e me daria muitas opções de trabalho – incluindo moda. E acredito que eu tenha acertado, pelos planejamentos de aulas que eu li… E tenho procurado cursos de extensão possíveis de se realizar, mesmo que durante a faculdade, e vou atrás disso tudo! Meu curso é tecnológico (e não bacharelado) portanto são apenas dois anos, e vale como curso superior, se eu quiser tenho a opção de extende-lo e transforma-lo em um bacharelado (mas não pretendo). Encontrei também cursos de um ano de moda que podem me dar uma boa base para seguir em frente…

Bom, ainda é cedo, porém analisando várias opções consigo ir montando a estrada que quero seguir! E é estranho… Me sinto muito nova, e já pensando em coisas tão sérias. Mas sei que essa seriedade não faz mal a ninguém, e como meu pai sempre disse, o importante é se diferenciar! Mesmo que isso custe um pouco de esforço…

Beijos mil,

Valentina Rampini

Regali!

Inevitavelmente a cada aniversário que se aproxima criamos esperancinhas sobre os presentes que ganharemos, damos indiretas, cruzamos os dedos! Um pouco antes de ir para a Itália comecei a me interessar mais ainda por livros, mas mais especificamente artísticos. Design, moda, fotografia… E eles foram o meu grande problema na hora de fazer as malas e voltar para o Brasil! Estava com livros pesadíssimos! E irresistíveis… Lá os livros são muito mais baratos, e livros bons hein! Bons exemplares Taschen por apenas 10 euros! Não aguentei né… E uns dias antes do meu aniversário enquanto dava uma olhada em uma livraria com a minha mãe comentei que ficaria feliz de ganhar vários livros de aniversário.

Esta aí um dos fatores que fez desse o melhor aniversário da minha vida, me senti realmente realizada em relação a presentes!!! Ganhei livros muito legais, e alguns exemplares da revista Zupi (que pra quem gosta de design é óotima). “A Arte de Editar Revistas”, “Fashion Design”, “Amor nos tempos do cólera” e “Days with my father” (que eu tinha comentado aqui, foi uma surpresa maravilhosa!) entraram para a minha coleção! Sem falar no abajur dos Beatles, no sutiã (tradição de amiga!!), no moleton (que ganhei de uma amiga lá na Itália), nas bolsas, no bandage dress (!!!), nos brincos e colar de coração liindos, e nesses bichinhos de pelúcia deliciosos, que estavam na minha lista de desejos, afinal minha irmã italiana era cheia deles, fiquei com inveja!

Ééé, fiquei muito feliz, adorei cada um! Livros são sempre uma boa opção hein, fikdik! Hahaha. Obrigada a todos!

Beijos mil!

Valentina Rampini

Atrasado…

Depois de muito tempo, finalmente vou contar sobre o Salone del Mobile di Milano. O tal Salao do Design que eu fui. E amei! No dia 16 de abril peguei um trem em direçao a Milao, hehe, serà uma das tantas aventuras que eu vou contar quando voltar para casa. Digamos que era um trem um tanto quanto longo… Seis horinhas. Fiz amizade com um pessoal no trem e tal. Là fiquei na casa do meu irmao hospedeiro mais velho (que faz faculdade là). Cheguei là na sexta-feira, nesse mesmo dia saimos de noite, fomos no centro onde tinham uns bares, e onde estava a maior parte do pessoal que tinha ido para essa feira. Estava muuuito cheio, e muito cheio de gringos estilosos e malucos. Foi legal!

No sabado saimos meio tarde de casa – nao entendo essa mania dos italianos acordarem tarde mesmo em viagem – e fui com duas amigas da namorada do meu irmao ver umas galerias… Explicando, quando tem esse salao, é em um lugar fechado, sao varios galpoes, mas pela cidade tem tambem umas 3 ou 4 zonas, nas quais voce encontra algumas galerias com mostras individuais de design.

Là fomos nòs, passeamos em uma das zonas, tinham umas coisas legais feitas por uns orientais, andamos o dia todo! No fim do dia começou a chover, fomos comer, e fomos em uma “festa” organizada em um galpao que a renda seria doada a crianças africanas! Achei bem legal… Depois, muito cançados, voltamos pra casa. E como nao podia faltar no meu dia, enquanto estavamos indo em direçao ao ponto do  bondinho ele foi chegando. Saimos correeeendo, nossa, nunca corri tanto na minha vida. E foi engraçado, porque era tarde, tudo escuro, meu irmao correndo na frente e eu e as duas meninas atràs. As pessoas ficavam olhando assustadas… Hahahaha.

No domingo de manha resolvi sair sozinha dar uma volta, fui até o Duomo fazer algumas fotos, e no meio do caminho encontrei uma galeria com uma exposiçao do fotografias do Kubrick!! Era maravilhosa… Amei!

Depois disso encontrei com o meu irmao e fomos ver o Salao! Era um lugar enoooorme, e muito bonito. Estava lotado, vi muitos brasileiros, tirei vàrias fotos… Tinham uns moveis muito legais, umas cadeiras super diferentes, quase enlouqueci. E um dos galpoes era sò de novos designers, entao tinham umas coisas super jovens e modernas!

Amei muito ter ido nesse Salao! Vale muuuito a pena…

Days with My Father

Phillip Toledano, fotografo profissional, nascido em Londres, em 1968. Apaixonado pela fotografia desde pequeno, foi presenteado pelos pais com uma maquina fotografica quando tinha 11 anos, e desde entao nao parou de fotografar. Seu trabalho é composto de fotos (muito) marcantes, e digamos que o fotografo nao é fã da objetividade. Acredita que uma fotografia deve ser iniciada com uma idéia, e “terminar” como uma frase incompleta. Deixando espaço para interrogaçoes.

E é assim que é interessante. Olhar para uma foto, e pensar… Uma foto que nos leva à mil pensamentos vale muito mais do que aquela preguiçosa, que nos da tudo pronto.

Toledano resolveu usar todo o seu talento e fotografar os ultimos dias de vida de seu pai. O resultado é um site impressionante. Emocionante. (E que vai virar um livro). Desde as imagens lindas, até o texto. Seu pai um tanto quanto idoso, sofre com a perda de sua mulher, vai ao seu funeral… E simplesmente nao se lembra de nada.  Portador de memoria a curta duraçao, obriga o filho Phillip a sofrer cada vez que deve explicar “onde està sua mulher”.  E é assim que ele decide dizer que ela està passando uma temporada em Paris, cuidando de seu irmao que està doente. Sabendo que a saùde de um pai de 98 anos nao è das melhores, e com medo de um “fim de vida” sozinho, ele acompanha seu pai em um divertido, doloroso, e emocionante perìodo.

O site que se chama Days with My Father e vale muito a pena ser conferido. Embora seja em ingles, o texto nao é dificil, e sò as imagens jà valem a pena!

Mais algumas fotos de P. Toledano…

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