Archive for the 'Itália' Category

Un anno fa!

Eu acabeeei de postar! Mas não poderia deixar passar esse outro post… Hoje faz exatamente UM ANO que eu embarquei para a Itália. É triste e feliz ao mesmo tempo. Dá saudades, dá vontade de voltar pra lá correndo, fico chateada por não estar mais vivendo toda aquela aventura… Mas fico muito muito feliz por ter tido a oportunidade de vinvencia-la!

Ah… Aproveitando, agora que comecei a usar um pouco mais… Sigam-me! http://twitter.com/vrampini

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Chegada

Enquanto mexia no computador, encontrei algumas fotos do dia em que eu cheguei.. Parece que já faz tanto tempo! E na verdade foi há um mes e vinte dias…

E eu estava beeem gordinha! E com muita muita cara de cansada…

Ai, que saudades da Italia, da minha famiglia, dei miei amici…

Beijos mil,

Valentina Rampini

Se não deu certo…

Normalmente criar expectativas faz parte do meu dia a dia. Mas segunda-feira não. Acordei suficientemente tranquila, por mais que estivesse esperando uma resposta. Durante a aula de Ilustração Digital entro no meu e-mail, na falida tentativa de enviar minha ilustração a mim mesma, afinal o pen drive tinha sido esquecido em casa. Neste momento lembrei da resposta que eu estava aguardando, e que não tinha chegado ainda… “Você tem (zero) novas mensagens”. Expectativas também zero, mas frio na barriga mil! Sem saber o que esperar, só muito ansiosa. Chegando em casa faço alguns telefonemas e começo a correria. Em pouco tempo já estava dentro do ônibus, e chegando na Terra da Garoa. E no meio da imensidão de prédios e variados biotipos, eu me encontrava sozinha, no meio do metrô. Coincidência ou não, a semelhança com a Metropolitana Romana me ajudou e proporcionou a possibilidade de vagar tranquilamente entre linhas e vagões. Tranquilidade total exceto quanto as más indicações que dificultaram a compra dos bilhetes. Cinco minutos de confusão mental e 25 de semelhanças e saudade romana.

Enquanto esperava durante uma das baldeações tive a “sorte” de esperar exatamente na frente da única porta que não estava abrindo. Fiquei irritada devido ao “tempo contado”. O primeiro estágio de calmaria veio quando me lembrei que o trem seguinte chegaria rápido, diferente de como é na Itália. O segundo momento veio quando percebi que a mulher parada atrás de mim estava rindo. A primeira frase que me veio em mente foi “POR QUE ela está rindo…”, até que eu me virei e cheia de simpatia ela começou a puxar papo: “haha, a mulher ali de trás falou ‘por que essa m*rda não abre?’…”. Dei uma risadinha e respondi: “é, pois é”. Não compreendi muito bem no primeiro momento qual era o intuito daquele comentário, até ela completar: “Hm, se não abriu é porque não era pra abrir! É só esperar o próximo, não é não? Significa que esse não era pra ser o nosso…”. Só consegui responder um “é mesmo” e caí no silêncio. Me senti arrepiada.

Foi como se no meio de toda aquela imensidão paulistana, de todas aquelas vozes cheias de histórias e emoções, eu estivesse sozinha. Em um vazio intenso e silencioso, cheio de pensamentos.

Voltei à realidade assim que ouvi que o próximo trem se aproximava. Fiquei com aquilo guardado na cabeça.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Eu e Anni

Sono tornata da 11 giorni, e non seprei che cosa dire con precisione, descrivere sentimenti o fare lunghe spiegazioni. La sensazione è semplice, sembra che sono stata sempre qua, che un anno non è passato, che tutto continua uguale. Sembra che è stato tutto un sogno, bello, meraviglioso, indimenticabile. Ancora non ho avuto tempo di sentire la mancanza, ma la sentirò… E tanta!


Estou de volta hà 11 dias, e nao saberia exatamente o que dizer, descrever sentimentos ou dar longas explicaçoes. A sensaçao é simples, parece que estive sempre aqui, que um ano nao se passou, que tudo continua igual. Parece que foi tudo um sonho, lindo e maravilhoso, inesquecìvel. Ainda nao deu tempo de sentir saudades, mas sei que vou sentir… E muita!

FAMIGLIA

.. and make a wish!

E’ divertente rendermi conto  che ora, alla fine, mi trovo nella stessa maniera in cui mi trovavo all’inizio. Non sono rimasta così per 10 mesi – o forse si? -, ma è come mi sento un’altra volta. Senza capire niente. Se gli ansiosi contatori di facebook non si sbagliano, mancano soltanto 12 giorni. Ammazza! Sono passati 288. E mi sento così, senza capire niente. Fra 12 giorni torno alla mia realtà, famiglia, amici, città, lingua. Paese. E se dico che non mi va? Mia madre si arrabia e chiede “e noi?”? Le mie amiche mi chiamano antipatica? Non capiscono? E’, no. Devo farmi la valigia, preparare dei fogli per la scuola, comprare dei regali, salutare a tutti. Ma se non mi rendo conto della realtà, come faccio?

E’ engraçado perceber que agora, no final, me encontro da mesma maneira na qual me encontrava no começo. Nao fiquei assim por 10 meses – ou talvez sim? -, mas é como me sinto outra vez. Sem entender nada. Se os ansiosos do facebook nao se enganam, faltam sò 12 dias. Caramba! Se passaram 288. E me sinto assim, sem entender nada. Em 12 dias volto para a minha realidade, familia, amigos, cidade, lingua. Paìs. E se eu falo que eu nao quero? Minha mae fica brava e me pergunta “e nòs?”? As minhas amigas me chamam de chata? Nao entendem? E’, nao. Tenho que fazer minha mala, preparar os papeis para a escola, comprar presentes, me despedir de todos. Mas se nao caio na realidade, como faço?

Un arrivederci può diventare un addio, come un addio può diventare un arrivederci. Non c’è niente scritto, tu devi scegliere e fare la diferenza.” (A. J.)

Close your eyes…

Ogni tanto mi rendo conto di tante bugie che ci dicono, di tanti ‘arrivederci’ che diciamo che in verità sono ‘addio’, “all’insaputa”, di quanto non possiamo lasciare per domani quello che possiamo fare oggi… Mi riccordo di tante volte che ho salutato con un bacio, e avrei potuto, avrei dovuto salutare con un bello e lungo abbraccio… Mi rendo conto che le storie si ripetono sempre, e non interessa dove ti trovi, si ripetono sempre. Sia nell’Europa, sia nell’America. Le persone non cambiano, semplicimente, non cambiano. E di consequenza i problemi sono sempre gli stessi. Anche se ognuno di noi sia fatto in maniera diversa, se siamo unici, gli istinti sono sempre gli stessi. Sempre. E prendere una decisione per scapare da qualcosa è quasi più inutile di provare ad ignorare una verità.

De vez enquanto percebo quantas mentiras nos dizem, de quantos ‘até mais’ dizemos e que na verdade sao ‘adeus’, “inconscientemente”, do quanto nao podemos deixar pra amanha aquilo que podemos fazer hoje… Me lembro de tantas vezes que saudei com um beijo, e poderia, deveria ter saudado com um bom e longo abraço… Percebo que as històrias sempre se repetem, e nao interessa onde voce està, sempre se repetem. Seja na Europa, seja na America. As pessoas nao mudam, simplesmente, nao mudam. E consquentemente os problemas sao sempre os mesmos. Mesmo que cada um de nos seja de uma maneira diferente, que sejamos unicos, os instintos sao sempre os mesmos. Sempre. E tomar uma decisao para fugir de algo é quase mais inutil do que tentar ignorar uma verdade.

Atrasado…

Depois de muito tempo, finalmente vou contar sobre o Salone del Mobile di Milano. O tal Salao do Design que eu fui. E amei! No dia 16 de abril peguei um trem em direçao a Milao, hehe, serà uma das tantas aventuras que eu vou contar quando voltar para casa. Digamos que era um trem um tanto quanto longo… Seis horinhas. Fiz amizade com um pessoal no trem e tal. Là fiquei na casa do meu irmao hospedeiro mais velho (que faz faculdade là). Cheguei là na sexta-feira, nesse mesmo dia saimos de noite, fomos no centro onde tinham uns bares, e onde estava a maior parte do pessoal que tinha ido para essa feira. Estava muuuito cheio, e muito cheio de gringos estilosos e malucos. Foi legal!

No sabado saimos meio tarde de casa – nao entendo essa mania dos italianos acordarem tarde mesmo em viagem – e fui com duas amigas da namorada do meu irmao ver umas galerias… Explicando, quando tem esse salao, é em um lugar fechado, sao varios galpoes, mas pela cidade tem tambem umas 3 ou 4 zonas, nas quais voce encontra algumas galerias com mostras individuais de design.

Là fomos nòs, passeamos em uma das zonas, tinham umas coisas legais feitas por uns orientais, andamos o dia todo! No fim do dia começou a chover, fomos comer, e fomos em uma “festa” organizada em um galpao que a renda seria doada a crianças africanas! Achei bem legal… Depois, muito cançados, voltamos pra casa. E como nao podia faltar no meu dia, enquanto estavamos indo em direçao ao ponto do  bondinho ele foi chegando. Saimos correeeendo, nossa, nunca corri tanto na minha vida. E foi engraçado, porque era tarde, tudo escuro, meu irmao correndo na frente e eu e as duas meninas atràs. As pessoas ficavam olhando assustadas… Hahahaha.

No domingo de manha resolvi sair sozinha dar uma volta, fui até o Duomo fazer algumas fotos, e no meio do caminho encontrei uma galeria com uma exposiçao do fotografias do Kubrick!! Era maravilhosa… Amei!

Depois disso encontrei com o meu irmao e fomos ver o Salao! Era um lugar enoooorme, e muito bonito. Estava lotado, vi muitos brasileiros, tirei vàrias fotos… Tinham uns moveis muito legais, umas cadeiras super diferentes, quase enlouqueci. E um dos galpoes era sò de novos designers, entao tinham umas coisas super jovens e modernas!

Amei muito ter ido nesse Salao! Vale muuuito a pena…