Arquivo de agosto \28\UTC 2010

Porque Design? + Philippe Starck

Quando pesquisando sobre alguma área descobrimos um profissional de grande sucesso, logo empregamos características como superioridade, arrogância, falta de humildade… E em seguida pensamos: bom, mas ele pode né.

Esse seria o tipo de primeira impressão super incorreta em relação ao grande Philippe Starck! Um dos maiores nomes do design, francês nascido em Paris, em janeiro de 1949. Conhecido por um design muito versátil já criou produtos, mobiliários, interiores, calçados e até renovou o apartamento pessoal do presidente de seu país.

Trabalhou em diversas empresas como Disform, Driade, Baleri, XO, Idée, e inclusive foi diretor de arte da Pierre Cardin onde produziu 65 peças de design exclusivo.

Também trabalhou em parceria com o empresário Rogério Fasano, para criar um cinco-estrelas, tendo como inspiração o lindo Rio de Janeiro dos anos 50 e 60, unindo o clássico ao moderno.

E foi pesquisando um pouco mais sobre esse grande designer que eu descobri o quanto ele é divertido (e mais engraçadinho ainda é o seu sotaque francês). Entre blogs e sites encontrei videos de uma palestra que ele deu para a TED.

E mesmo para os não tão interessados em design, vale a pena, só para enxergar melhor quem é Philippe Starck. Pelo menos um minutinho hein!

Ah! E só pra mostrar o quão inovador pode ser Starck… Recentemente ele lançou uma linha de assentos sanitários um tanto quanto diferentes! Fabricadas em porcelanato, as peças contém um sistema infravermelho que aquece o assento! E também possuem uma iluminação que permite que sejam localizados mesmo no escuro. Philippe Starck ajudando a evitar aquela sensação horrivel ao sentarmos no vaso sanitário durante o inverno, ou então aquela outra de “luzes nos olhos” no meio da madrugada…

Beijos mil,

Valentina Rampini

Só pra dizer duas palavrinhas…

Do início de giugno, ao início de settembre os italianos estão de férias! Felicidade para eles, tristeza para mim. No natal eles tem apenas duas semanas de férias, portanto esperam enlouquecidos por aquelas de verão. E vão pro mundo! Desaparecem mesmo. Esquecem computador, celular, amigos, família, vida social! Só querem saber de praia, montanha… E enquanto eles se mantem distantes do computador, eu fico aqui… A espera de novidades da minha famiglia, da minha antiga escola. E tantas outras coisas. Não vejo a hora de ter todos de volta no computador pra matar as saudades, que não pulam nos meus sentimentos tão claramente, mas que eu sei que estão aqui. Ahhh estão…

E amanhã vou a minha segunda aula de Jornalismo de Moda. Espero que desta vez a correria entre ruas paulistanas desconhecidas seja um pouco menor!

Beijos mil,

Valentina Rampini

Sognando

Sabe quando você simplesmente não entende nada? Acontece com você também? De viver fora da realidade, só no mundo dos seus pensamentos, de não conseguir entender e seguir o que está ocorrendo…

Sinto como se eu nunca tivesse saído do Brasil. Como se eu tivesse dormido dia 9 de setembro, e tivesse acordado dia 11 de julho. Foi uma daquelas “noites” de sono com mais de 12 horas, sabe? Quando você já dormiu mal a semana toda, e no sábado vai para alguma discoteca… Nas férias!! Quantas vezes isso já não aconteceu comigo… É! E a semana do dia 2 ao 9 de setembro foi assim, dormi mal mesmo, se é que posso dizer que dormi! Estive a 200 por hora quantas horas do dia consegui. Aí adormeci. E acordei há um mês e 10 dias, mas na verdade esse tempo se passou em 14 horas. De sono. De sonho.

Agora estou aqui. Acabei de acordar, e depois de tanto tempo dormindo é difícil pegar no ritmo. Estou fazendo várias coisas, mas ainda em transe. Acho melhor ir tirar o pijama e lavar o rosto.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Se não deu certo…

Normalmente criar expectativas faz parte do meu dia a dia. Mas segunda-feira não. Acordei suficientemente tranquila, por mais que estivesse esperando uma resposta. Durante a aula de Ilustração Digital entro no meu e-mail, na falida tentativa de enviar minha ilustração a mim mesma, afinal o pen drive tinha sido esquecido em casa. Neste momento lembrei da resposta que eu estava aguardando, e que não tinha chegado ainda… “Você tem (zero) novas mensagens”. Expectativas também zero, mas frio na barriga mil! Sem saber o que esperar, só muito ansiosa. Chegando em casa faço alguns telefonemas e começo a correria. Em pouco tempo já estava dentro do ônibus, e chegando na Terra da Garoa. E no meio da imensidão de prédios e variados biotipos, eu me encontrava sozinha, no meio do metrô. Coincidência ou não, a semelhança com a Metropolitana Romana me ajudou e proporcionou a possibilidade de vagar tranquilamente entre linhas e vagões. Tranquilidade total exceto quanto as más indicações que dificultaram a compra dos bilhetes. Cinco minutos de confusão mental e 25 de semelhanças e saudade romana.

Enquanto esperava durante uma das baldeações tive a “sorte” de esperar exatamente na frente da única porta que não estava abrindo. Fiquei irritada devido ao “tempo contado”. O primeiro estágio de calmaria veio quando me lembrei que o trem seguinte chegaria rápido, diferente de como é na Itália. O segundo momento veio quando percebi que a mulher parada atrás de mim estava rindo. A primeira frase que me veio em mente foi “POR QUE ela está rindo…”, até que eu me virei e cheia de simpatia ela começou a puxar papo: “haha, a mulher ali de trás falou ‘por que essa m*rda não abre?’…”. Dei uma risadinha e respondi: “é, pois é”. Não compreendi muito bem no primeiro momento qual era o intuito daquele comentário, até ela completar: “Hm, se não abriu é porque não era pra abrir! É só esperar o próximo, não é não? Significa que esse não era pra ser o nosso…”. Só consegui responder um “é mesmo” e caí no silêncio. Me senti arrepiada.

Foi como se no meio de toda aquela imensidão paulistana, de todas aquelas vozes cheias de histórias e emoções, eu estivesse sozinha. Em um vazio intenso e silencioso, cheio de pensamentos.

Voltei à realidade assim que ouvi que o próximo trem se aproximava. Fiquei com aquilo guardado na cabeça.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Processo de Criação

Qual o conceito de criatividade, definição de Design? É criar nova atividade, é percepção, observação, olhar, pesquisar. É montar, modificar algo. E qual a importância da observação no Design? Faz indispensavelmente parte da projeção, no momento de definir algo inexistente, a partir de conhecimento preexistente (aqui temos a relação Design = Projeto, e Projeto = Pesquisa). E quando pensamos em observação não significa “anotação”, “desenho”, significa memória, subconsciente. Porque muitas vezes, mesmo sem perceber, criamos algo nos baseando em algo já visto antes, no estilo Mémoire Involontaire, bem à Madeleine de Proust mesmo.

E criar um bom produto não depende apenas de muita Criatividade. É necessário Semântica (“coisas relacionadas a uma palavra”) para agradar o cliente, pesquisa, diferença, correlação. É preciso criar um conceito para vendê-lo, sem conceito não há venda! E infalível é a Percepção (“olhar apurado”). E a união Criatividade + Semântica + Percerpção resulta em Design, que, lembrando, significa Projeto. E assim poderíamos escrever isso ao contrário, colocar como resultado dessa somatória “Projeto”, que sucessivamente significa Design.

Dentro de todo o processo de criação entram seriamente muitos fatores, mais do que simplesmente Percepção e Madeleine, e claramente um bom projeto na nossa concepção não é o suficiente para obter sucesso, é necessário Branding, tornar perceptível ao cliente a importância de uma contratação.

Obviamente muitos outros fatores podem ser adicionados nisso tudo. São tantas teorias, tantas regras, fugas e dicas que ficaria complicado falar de tudo. Para uma pessoa completamente leiga no assunto (atualmente não me sinto mais tão leiga assim) é difícil imaginar isso tudo apenas ao observar uma latinha de refrigerante, uma cadeira, um lustre. Achei que seria interessante tentar mostrar um pouquinho de quanto empenho pode ter sido aplicado naquele objeto, naquele produto que tanto nos agrada, embora não tenhamos ideia do porquê.  Apenas posso, conto mais!

Beijos mil,

Valentina Rampini

Novità!

Se eu não me engano, no post passado comentei sobre cursos de extensão, que eu andei procurando e tal… Ontem comecei um curso de extensão em Jornalismo de Moda no IED! Dura dois meses, e é toda segunda-feira! É bem complicado pra ir, e depois voltar, porque o curso é das 21 às 23 hs, chego em Sorocaba super tarde e no dia seguinte tenho aula, mas acho muuito que vale o esforço! Eu adorei, as primeiras aulas serão sobre a história da imprensa da moda, e sobre crítica de moda, o resto do programa não f0i passado porque as aulas serão dadas por uma outra professora, Silvana Holsmeister (!!!), “editora de Projetos Especiais da Vogue. Foi Editora-chefe da L’Officiel e editora de Moda e Cultura do jornal A Gazeta”. Me parece bem interessante! Hehe.

Quanto à faculdade, continua legal! Bem legal. Estou aprendendo a fazer umas coisas legais no Adobe Illustrator, e já temos que bolar um projeto com o tema “assento”, isto é, banco, banqueta, cadeira, sofá… Sexta-feira vamos começar o desenho e a maquete, estou com algumas idéias legais, preciso coloca-las no papel pra decidir qual cadeira vai ficar mais interessante!

Este final de semana fui para Americana, em um acampamento da AFS, o último ORCA (Orientação Regional de Candidatos), foi muito legal, como todos os acampamentos deles, e é triste saber que foi o último, mas quero muito me tornar voluntária, para participar de acampamentos e etc, e não deixar nuuunca de sentir essa sensação deliciosa de “intercâmbio”.

Assim que eu puder, conto mais coisas sobre design! Estou acabando um livro muito legal chamado “Elementos de Semiótica aplicados ao Design”, da Lucy Niemeyer, bem legal.

Beijos mil,

Valentina Rampini

Escolhendo uma faculdade…

Se não me engano outro dia comentei que escreveria e contaria mais sobre a minha escolha: Design de Produtos! Cumprindo a promessa… Acho que é muito claro e visível meu grande interesse por arte, moda, fotografia, design, digamos que eu gosto muito da parte de criatividade! E fazer um curso “artístico” não é tão simples quanto gostaríamos. A valorização ainda é muito pequena, e embora seja importante – se não essencial! – fazermos aquilo que realmente gostamos, é importante também pensar no futuro!

Como falei, é importante fazer aquilo que nos interessa, e foi o que eu decidi, mas procurei algo que me permitisse trabalhar em diversos campos, logo me dando mais possibilidades de trabalho. Neste momento, se me dissessem que o mercado de moda está a mil maravilhas, que o Brasil se tornou um país que super valoriza profissões artísticas, e que eu poderia fechar os olhos e ir com fé no caminho que eu quisesse acho que eu escolheria Moda. Como nada disso é real, resolvi unir o útil ao agradável. Em italiano il piacere al lavoro

Design de Produtos (também conhecido como Desenho Industrial) é um curso realmente muito legal, mais legal do que eu imaginava! Trabalha muito com a parte de criatividade, ensina a montar projetos de produtos, trabalhamos com a parte gráfica também, e – uma das coisas que mais me interessou – nos ensina teorias que demonstram como despertar o interesse de uma pessoa, mesmo que no subconsciente!

Moda (roupas), acessórios e objetos de decoração (principalmente) não deixam de ser produtos! A nossa formação não acaba no último dia de faculdade, existem cursos de extensão, pós-gradução, mestrado, doutorado… Uma infinidade de coisas mesmo! Cursos que não acabam mais, sobre o que quisermos! E foi isso que eu montei na minha cabeça, com todo o meu espírito planejador e organizado decidi que Design seria uma boa opção, me ensinaria muitas coisas, e me daria muitas opções de trabalho – incluindo moda. E acredito que eu tenha acertado, pelos planejamentos de aulas que eu li… E tenho procurado cursos de extensão possíveis de se realizar, mesmo que durante a faculdade, e vou atrás disso tudo! Meu curso é tecnológico (e não bacharelado) portanto são apenas dois anos, e vale como curso superior, se eu quiser tenho a opção de extende-lo e transforma-lo em um bacharelado (mas não pretendo). Encontrei também cursos de um ano de moda que podem me dar uma boa base para seguir em frente…

Bom, ainda é cedo, porém analisando várias opções consigo ir montando a estrada que quero seguir! E é estranho… Me sinto muito nova, e já pensando em coisas tão sérias. Mas sei que essa seriedade não faz mal a ninguém, e como meu pai sempre disse, o importante é se diferenciar! Mesmo que isso custe um pouco de esforço…

Beijos mil,

Valentina Rampini