Arquivo para fevereiro \28\UTC 2010

Mil.

Voltei hoje de Tagliacozzo, tirei muitas fotos legais (@orkut), foi legal a viagem! A festa estava muito fofinha, fiquei meio isolada porque nao conhecia ninguém, hehe, mas dai aproveitei pra ficar tirando fotos! Todos os finais de semana na casa do Paulo sao legais, a familia dele é muito fofa, e os irmaos muito simpaticos, me divirto.

Ufa, finalmente amanha é março! Estava contando os dias para esse mes! Vai ser muito corrido, cansativo (num bom sentido), divertido, e diferente. Dia 11 de março vou para o Campo Scuola, é uma viagem de cinco dias pra visitar museus, etc, e nòs vamos para Praga! Voltamos dia 15, e no dia 20 vou para a Settimana di Scambio (uma semana na casa de uma outra familia hospedeira, em outra cidade), em Venezia, até o dia 28! O mes vai passar muuito ràpido! Que delicia..

Acho que eu preciso andar com um bloquinho de notas no meu bolso, para constantemente anotar todos os lugares que parecem interessantes/legais que eu passo na frente, porque eu sempre penso quaaantos lugares legais eu ainda quero ir, mas na hora do tédio nao consigo pensar em nada!

Achei legal que de uns tempos pra cà algumas pessoas que eu nao conheço, e que entram aqui, andaram comentando, fiquei feliz… Me sinto motivada. Cheguei a conclusao de que eu terei serios problemas no momento “redaçao” no vestibular. Nao sei mais conjugar verbos, e outras coisinhas, haha, nao lembro palavras, etc, e ainda faltam 5 meses de muito italiano!

Segunda-feira fui almoçar com a Laura, mae da Martina, uma menina italiana que estudava na escola onde eu estudo, e que està fazendo intercambio no Brasil, na Bahia! A mae dela é muito muito legal, depois do almoço fomos em algumas igrejas que tinham obras do Caravaggio! Babei… Tirei fotos, qualquer dia coloco em algum lugar, hehe. Depois fui jantar na casa dela, o Marco, marido dela é muito legal também! Foi um dia òtimo! Fiquei meio deprimida. Enquanto eu estava com ela dentro do carro me senti com a minha mae do Brasil, por um milésimo de segundo imaginei estar là, passeando com a minha mae, juntas, como nòs sempre faziamos… Depois que me despertei desse episodio, senti saudades.  Esse final de semana em Tagliacozzo como sempre dei muita risada com o irmao do Paulo, esse na foto comigo, ele tem 12 anos, como o Gianluca, meu irmao do Brasil, senti saudades também. Meu irmao mais novo é a pessoa que eu mais estou com saudades, as vezes fico tentando imaginar o motivo. Ele ainda é pequeno, nao é que conseguiamos bater papo, por altas horas, ele é muito muito inteligente, mas nao deixa de ser criança! Mas é uma saudade assim, mil. Depois de momentos de imaginaçao, concluo, crianças sao puras.

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Anni!

Gente, agora tenho uma amiguinha finlandesa! To muito feliz! Porque ela é muito legal, e nòs estudamos na mesma escola! Ah, o frio està acabando, estou feliz com isso também, jà estava cansada.. Fotos!

Amanha vou pra Tagliacozzo de novo! E’ aniversario de 18 anos do Paulo!

To com pressa, depois escrevo melhor!

Palavras de um amigo

As coisas não fluem naturalmente. Os pensamentos não se adaptam ao papel. Eles são livres, rarefeitos e espontâneos. Quanto se perde na tradução de um pensamento em uma palavra? Talvez daí tenham surgido os gênios da escrita. Facilmente e de maneira hábil, um pensamento vira uma palavra, e uma palavra se faz mil pensamentos. Já tentou fazer as coisas de maneira automática, sem regras e sem restrições? Como explicaria Freud, o Superego tentando se impor a Idi. Porque não fazer da vida um rascunho, onde as atitudes são primeiro realizadas para depois serem analisadas suas conseqüências? Ah, os gênios da arte. Talvez tenham feito suas obras como um rascunho, e dessa privação de privações despontara o magnífico. E na tela em branco que é a vida, desenhamos e apagamos; analisamos, projetamos, calculamos e apagamos. E timidamente, vamos traçando marcas leves, que podem ser facilmente corrigidas, facilmente esquecidas. Por que não lançar cores fortes e formas abstratas duma só vez? Por que não acreditar que da mistura de erros pode-se obter o maior dos acertos? Por que preferir o concreto ao abstrato? O concreto é rígido, cinza, material, certo, intransponível. O abstrato simplesmente não é.

Qual o motivo de não recebermos o amor de braços e coração aberto? Crer no amor talvez seja tarefa pra poetas e revolucionários. Muito mais fácil aceitar o que já está, de fato, consumado, do que transformar o impossível no objetivo desejado. Porque escrever com introdução, desenvolvimento e conclusão? Porque explicar com lógica as coisas que naturalmente vieram ao mundo sem ela? De respostas vivem os ignorantes. Aprendem, decoram, e retransmitem. Perguntas inteligentes, por favor. Por favor.

Mas ao decorrer desse texto, minha inspiração poética fora-se esgotando, e procurei dizer palavras que causassem fortes efeitos emocionais. Então não era mais eu, não escrevia o que sentia, porque não mais sentia. Entre cada ponto final parei e pensei minutos, corrigi tempos verbais, colocações pronominais. Pensara no leitor, não mais no que me motivara a começar a desprender vocábulos no mundo. Tive um pensamento que se desenrolou por 27 linhas até então. E quanto dele foi perdido? Tudo. (Gabriel Roca)

Adoro receber e-mails dos meus amigos.

T.U.D

11 febbraio, di 2010.

Amanha é aniversàrio do meu pai. 53 anos. O tempo passa. Quando eu nasci ele tinha sò 35. Ainda tinha cabelos pretos. Com o passar do tempo o grisalho foi aparecendo, e na mesma proporçao eu fui aprendendo, descobrindo o significado da palavra pai. Percebi o quanto somos parecidos, e o quanto é dificil viver com uma pessoa como eu. Somos certinhos, organizados (chatos), frios e calculistas. Mas somos do tipo famìlia. Que cozinha e agrada, tem muitos amigos e nao deixa ninguém na mao. Agradamos do nosso jeito. Nao abraçamos, nao damos mil beijinhos – embora sejamos italianos – mas sabemos agradar com pequenas coisas. Escolher a sobremesa certa, a cor ideal de fita para aquele papel de presente. Ligamos na melhor hora. Entre nòs somos mais amigos do que pai e filha, nos ajudamos, damos risada, pensamos que somos os melhores. Fazemos piadinhas mas nao as aceitamos de volta. Mas na hora do aperto, do orgulho sabemos dizer com honra “é meu pai”. E infelizmente esse ano nao vou poder pegar um abraço para a minha coleçao, vai fazer falta, porque como eu falei, sao poucos. Sao poucos mas sao dados na hora certa, e nessas “horas certas” vem com muita vontade. Pai, nao venho pro seu, mas venho pro meu! TE AMO.

StreetStyle

(clicando as fotos aumentam!)

Hmm,

Semana passada chegaram novos intercambistas aqui em Roma, uma finlandesa fofissima que estuda na minha escola e um Argentino que eu ainda nao conheci… Hoje fomos dar uma volta pelo centro, algumas fotos:

Minha amiguinha finlandesa, Anni!

(o vendo favoreceu minha franja)

And so it’s true, pride comes before a fall

O senso-comum diz que a melhor resoluçao para os problemas é uma boa conversa. A conversa é a causa e a soluçao de muitos problemas. Conversou, resolveu. Interpretaçao errada, se deu mal. Falta de comunicaçao, intonaçao errada na leitura de um e-mail, uma frase mal interpretada, sao o suficiente.

Acho que é o conselho mais comum. “Voces tem que conversar!”. Confesso que eu mesma uso essa frase, com frequencia, como uma consumidora satisfeita. De qualquer forma, concordo com isso! Mas o que uma pessoa – para nao dizer incapaz – com dificuldades de conversar pode fazer? Enquanto voce està esperando um conselho pràtico e fàcil, vem alguém pra te dizer: jà tentou conversar? Grr. Nao, nao tentei, e nao, nao é tao fàcil quanto dizer “conveeerse!”. Sabe aqueles famosos bloqueios dentro de nòs? E’ nesse quesito que o meu aparece. E tentando ultrapassa-lo posso me tornar uma perfeita gaga, uma chorona, ou uma pessoa muito irritada.  Pela falta de equilibrio, prefiro ficar na minha. Aceitar as coisas como estao, como sao, viver na dùvida e na imaginaçao…