Arquivo para novembro \25\UTC 2009

Like a rolling stone

Hoje tive um dia muito estranho. Ao mesmo tempo que pensamentos e sentimentos muito estranhos e ruins passavam por minha mente,  eu estava espotaneamente rindo de tudo. Eu ri muito muito hoje. Tive momentos de silencio intensos e pensei em muitas coisas. Acho que finalmente caiu minha ficha em relaçao a experiencia que eu estou passando, porque ainda nao tinha caido. Agora eu entendi que amanha é a formatura da minha turma e que eu nao estarei là, e que depois disso muitos vao tomar rumos diferentes e nos distanciaremos muito. Aquela sexta-feira foi a ultima em que eu estive na mesma classe que todos eles. Ninguem estarà na minha classe na faculdade. Eu nem sei ao menos que faculdade quero fazer. Isso unido a tantas outras coisas me deixaram um pouco perturbada. Nao quero ver as pessoas indo embora, quero que todos estejam ali quando eu voltar. Muitas coisas ficaram inacabas, no ar… Coisas que demoraram muito tempo pra acontecer, e aconteceram quando eu teria que deixa-las. Tantas amizades e coisas que eu descobri, ali, em cima da hora.

E’ uma experiencia que nao tem fim. Inexplicàvel. Eu estou amando muito tudo isso aqui, nao quero ir embora! Mas precisei chegar em outro continente pra me dar conta de muitas coisas..

Non voglio piu pensare in tutto che si puo sucedere, chi io ho lasciato, chi non ci sarà piu li quando io tornare. Forse ci troviamo un’altro giorno,  un’altro anno? Non siamo sicuri di niente.

CORRE! O 23 TA’ CHEGANDO!

Tem certas coisas pelas quais eu passo aqui que eu penso, “isso nunca ocorreria no Brasil!”. Outras tantas coisas que eu sei que nao se repetirao por là. Sàbado de tarde a Diana (Brasil) e a Laura (Alemanha) vieram pra minha casa pra dormir por aqui, que no domingo iamos pra um picnic do pessoal da AFS. Mas no sàbado de noite tinhamos combinado de sair comer pizza com os outros intercambistas e voluntàrios. Ok. Começou aì. Fomos pegar um onibus, e quando estavamos chegando no ponto vimos o onibus parado num semaforo, corremos corremos corremos, e conseguimos chegar a tempo. Chegamos ao Campo di Fiori, encontramos os intercambistas,  fomos num bar beber esse negocio patriota horrivel, comemos uma pizza tamanho familia (individual), e agora a parte tensa. Estavamos esperando os pais da turca no Largo Argentina, quando vi o onibus 30, que era uma boa opçao para pegarmos, porque para pertissimo de casa, melhor do que o 23. Ok, corremos! Corremos! Corremos!  E o onibus nao parou em nenhuma das duas fermatas pela qual nòs passamos ofegantes correndo, quase rolando pòs-pizza. Legal, de repente estàvamos em frente ao Vittoriano, nao sei como chegamos là, e nao achamos nenhum ponto pra pegar o 30. Um velhinho simpàtico nos ajudou dando dicas, pegamos um onibus até a estaçao central, e de là pegamos o 30! Ae ae, depois de uma hora e meia chegamos em casa. Mas calma, antes de chegar em casa tem mais uma parte tensa. Sem contar o onibus cheio de indianos. Erramos a parada de onibus, descemos umas tres antes. Andamos por 10 minutos até chegar em casa, até a parte dos 10 minutos é ok, a parte ruim é que era meia noite e quinze. Anyway, finalmente chegamos em casa.

No domingo, picnic, nos divertimos, tchà-tchà, fomos pra Piazza del Popolo,  Piazza de Spagna, e jà estava ficando tarde, elas precisavam pegar o trem. Voltamos pra casa correndo, pela milesima vez, pegamos as malas, e corremos com a Diana, que quase perdeu o trem, chegou na hora exata, e a Laura tambem que foi correndo, mas no fim meu host-father levou-a de moto. Fou um final de semana e tanto, adorei, mas nossa, que correria. Quando vou fazer isso no Brasil? Tà dificil..

Dear Leonard,

To look life in the face,
Always,
To look life in the face,
And to know it for what it is…
At last,
To know it, to love it for what it is,
And then
To put it away.
Leonard,
Always the years between us
Always the years
Always the love.
Always
The hours

(The Hours – Stephen Daldry)

 

http://www.youtube.com/watch?v=QPeo4ZyK2X0