Sono

Apos alguns minutos desatando um nò que prendia meu fone ao meu colar, a primeira coisa que fiz foi pegar uma fatia de pao de forma e preencher cada milimetro disponivel com nutella. E’ claro que isso tem um motivo – compensar a energia gasta apòs uma corrida no parque ensolarado que tem perto de casa, sem contar a inspeçao pela qual passei antes disso por olhos indevidamente acima do peso. O calor em alguns minutos torna-se insuportavel, mas sei que daqui um ou dois meses, vou suplica-lo. E’ um bom consolo, faz com que eu reclame um pouco menos.

Durante as aulas os minutos parecem passar tao lentamente quanto a forma como a professora de historia da arte fala – musica para meus ouvidos. Minutos de lentidao e tédio, captando apenas algumas palavras, minutos esperançosos pelo intervalo. Minutos os quais foram culpados por eu ouvir a frase “Voce esta dormindo? Haha. Hm, nao estudam Hamlet no Brasil, nao?”. Eu nem estava, foi apenas uma recaida de meio segundo. Meio segundo no momento errado. Na verdade acho que vou trocar a parte que eu falei da professora de historia da arte pela de ingles. Aquele sotaque pessimo – nem britannico, nem americano – junto a calmaria de sua voz, mais uma materia chata fazem com que 8 horas de sono pareçam 5. E se esse word italiano nao parar de corrigir minhas palavras em portugues por palavras em italiano, eu vou ficar muito irritada e desistir disso aqui. Tirando o periodo da manha, o resto do dia passa muito rapido. Acho que é um bom sinal! Mas infelizmente nao passam rapido o suficiente para que eu nao caia nas tentaçoes que incontro pelo camino. Gelato, cookies, nutella, marmelada… Ontem foram docinhos turcos, brigadeiro, beijinho, doce tipico da Republica Dominicana, salada de legumes tipicos da Belgica… So faltou a salada de batatas alema, mas nao havia mais espaço, o doce turco era muito bom. Depois dessa festinha da AFS Roma Ovest tive o prazer de hospedar um brasileiro aqui e poder passar horas conversando em portugues. Embora eu tenha chego ha apenas 17 dias, em alguns minutos foi dificil falar algumas palavras.

A minha sùplica de poder conviver com estrangeiro de qualquer nacionalidade por aqui na escola, exceto brasileiro, nao foi ouvida. Ha alguns dias atras entrou um garoto exatamente na minha sala de Aracaju, mas ele mora por aqui, transferencia no trabalho. Bom, suplica nao ouvida, mas pelo menos me mandaram um brasileiro bem calado. Calado o suficiente pra sò ter me respondido cidade natal, motivo da estadia, e… sò. Certo, meus dias continuaram sendo compostos por frases em ingles, mescladas com palavras em italiano. Por enquanto.

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