Babbo

Embora não haja ansiedade nos meus dias (apenas aquela vontade incessante de conhecer logo tudo o que me espera), é sempre bom ouvir palavras confortantes. Intercâmbio não é tudo aquilo que a gente imagina quando escutamos verdades e sentimentos de quem está na situação. Além dos intercambistas que conversei essa semana, tem alguém muito mais “próximo” de mim pra me falar sobre isso. Como contei no começo, um dos meus host-brothers está na Argentina por dez meses, ele está morando na Patagonia, em um lugar frio e pequeno, o contrário de Roma. A família é legal, irmãos divertidos, mas a comparação com a antiga moradia complica. Não acredito que eu vá ter esse problema, como ele mesmo falou, afinal Roma é uma cidade legal, onde você pode encontrar de tudo (a saudade de casa com certeza estará presente), tem um clima agradável (não que calor me agrade), não faz taaanto frio… Ele falou que queria voltar. À boa e velha Roma. Mas voltando às palavras de conforto, em meio a uma de nossas conversas, ele falou que havia dito para a sua namorada ir a casa dele quando eu chegasse lá para me conhecer, que ela é muito engraçada, e que caso eu não gostasse dela, existem muitos outros jovens em Roma para serem meus amigos. Comentei que não sou boa em italiano, e para conseguir conversar na língua local demoraria algum tempo. Aí veio a parte confortante. Ele falou que todos ali na casa falam inglês, exceto a irmã mais nova, e que principalmente o pai, porque ele foi para os EUA pela AFS morar um ano, e que ele poderia me entender bem (mas eu já sabia dessas informações), e que ele era muito engraçado, as vezes fala de forma estranha, e é difícil entender o que ele quer dizer, mas que ele é muito legal e está sempre sorrindo e rindo, e que eu poderia procurá-lo caso eu precise de dinheiro ou algo assim, ou para uma conversa se eu estiver triste, ou sentindo falta da minha família pois ele saberia me entender bem. E que ele trabalha muito, portanto no tempo livre com certeza se disponibilizará para me levar a algum lugar, ou para fazer algo.

Imaginar a convivência com a host-family nem sempre traz boas sensações. Meus dias não terão espaço para mau-humor ou tpm. Mas é sempre muito bom ouvir que o chefe da casa estará de “braços abertos” para me receber. Mio babbo ainda era um mistério.

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