Arquivo para agosto \31\UTC 2009

Babbo

Embora não haja ansiedade nos meus dias (apenas aquela vontade incessante de conhecer logo tudo o que me espera), é sempre bom ouvir palavras confortantes. Intercâmbio não é tudo aquilo que a gente imagina quando escutamos verdades e sentimentos de quem está na situação. Além dos intercambistas que conversei essa semana, tem alguém muito mais “próximo” de mim pra me falar sobre isso. Como contei no começo, um dos meus host-brothers está na Argentina por dez meses, ele está morando na Patagonia, em um lugar frio e pequeno, o contrário de Roma. A família é legal, irmãos divertidos, mas a comparação com a antiga moradia complica. Não acredito que eu vá ter esse problema, como ele mesmo falou, afinal Roma é uma cidade legal, onde você pode encontrar de tudo (a saudade de casa com certeza estará presente), tem um clima agradável (não que calor me agrade), não faz taaanto frio… Ele falou que queria voltar. À boa e velha Roma. Mas voltando às palavras de conforto, em meio a uma de nossas conversas, ele falou que havia dito para a sua namorada ir a casa dele quando eu chegasse lá para me conhecer, que ela é muito engraçada, e que caso eu não gostasse dela, existem muitos outros jovens em Roma para serem meus amigos. Comentei que não sou boa em italiano, e para conseguir conversar na língua local demoraria algum tempo. Aí veio a parte confortante. Ele falou que todos ali na casa falam inglês, exceto a irmã mais nova, e que principalmente o pai, porque ele foi para os EUA pela AFS morar um ano, e que ele poderia me entender bem (mas eu já sabia dessas informações), e que ele era muito engraçado, as vezes fala de forma estranha, e é difícil entender o que ele quer dizer, mas que ele é muito legal e está sempre sorrindo e rindo, e que eu poderia procurá-lo caso eu precise de dinheiro ou algo assim, ou para uma conversa se eu estiver triste, ou sentindo falta da minha família pois ele saberia me entender bem. E que ele trabalha muito, portanto no tempo livre com certeza se disponibilizará para me levar a algum lugar, ou para fazer algo.

Imaginar a convivência com a host-family nem sempre traz boas sensações. Meus dias não terão espaço para mau-humor ou tpm. Mas é sempre muito bom ouvir que o chefe da casa estará de “braços abertos” para me receber. Mio babbo ainda era um mistério.

Poucos dias, ou não

Estou num momento em que não sei se faço contagem, ou não. Os problemas com o visto podem adiar meu embarque, portanto, os 14 dias que faltam passariam para uma quantidade maior – infelizmente. Também não sei se é bom ou ruim todo esse estress pré-intercâmbio, o lado bom é que me fez esquecer por completo o intúito do visto – minha viagem. O lado ruim é o sofrimento, a preocupação. Por conta própria estamos correndo contra os empecilhos.

Tudo tem parecido uma simples brincadeirinha. Nos meus planos, a essa altura do campeonato, eu estaria sem dormir, e com a mala semi-pronta; E eu estou nada. É estranho falar, e difícil explicar. É o tipo de coisa que eu já comentei sobre, aqui, há algum tempo… É difícil tentar expor nossos pensamentos, e mesmo na melhor definição, ele será interpretado por cada um de uma maneira diferente, nunca vou conseguir passar o que eu estou sentindo. Mas vale a tentativa.

É como querer muito comprar algo. Insistentemente. Mas quando você compra, perde a graça. Não, não vai perder a graça meu intercâmbio, mas é como se eu estivesse em busca de toda a ansiedade que passamos antes. Ficar reclamando enquanto não chega a família, aí quando chega entrar em contato, mandar e-mail, por fotos no orkut, contar pros amigos. Aí correr atrás dos preparativos, visto, passaporte, presentinhos, imaginar o encontro com a família… Mas um grande defeito – ou qualidade? – meu é ser organizada demais, e tudo isso aí eu já fiz, só falta o visto mesmo, e a mala eu faço logo mais. Mas e agora? Como assim eu vou ficar 10 meses fora? Calma, eu só queria toda essa ansiedade aí… Na verdade não, eu quero muito mais do que isso, mas acho que não pensei muito no que eu estava me metendo. Parece estranho dizer isso, eu quero muito ir,  sim! Mas passei muito mais tempo pensando e imaginando os preparativos, do que no intercâmbio em si, no que eu ia passar, vivenciar.  É difícil imaginar algo que eu ainda não conheço, não sei como é m inha cidade, mas de um tempo pra cá até que sonhei um pouco com algumas coisas, com os amigos, a escola, meus irmãos… Acho que através de palavras não consegui demonstrar o que eu estou sentindo. É muito estranho, diria que é indecifrável. É uma mistura de sensações, legais e estranhas ao mesmo tempo. Quero ir, aproveitar, aprender, conhecer. Logo. Mas não quero ficar longe, sentir saudades, chorar. Não sei quem é Elena, Franceso, Valerio ou Sara. Muito menos onde fica Piazza Caterina Sforza 06. Como são os professores do Liceo Virgilio, quanto menos que tamanho tem o Coliseu. Em poucos dias descubro o que tanto me aflige.

Mensagem pros intercambistas

Gente não sei direito porque to escrevendo aqui, acho que é porque está me dando uma certa ansiedade ver todo mundo partindo, logo mais sou eu… Hoje foram várias pessoas, finlandia, canada, suíca, noruega, belgica, holanda.. sei lá quem mais! Já foi EUA, dinamarca, … já já é França! Logo menos Itália, Austria, Alemanha e seus mil candidatos! É gente, todo mundo acompanhando aqui há muito tempo, desde a época de seleção, todos trocando informações sobre os países.. Depois ansiosos no fofoquinhas trocando idéias, conversando até sobre The Sims! Hahaha, sem querer todos viraram amigos, dividiram expectativas, contaram sobre suas famílias hospedeiras que demoraram, mas chegaram! Dividiram fotos, pediram dicas de presentes. E mesmo sem querer, todos ficaremos ausentes por 10 meses, passaremos aqui pra contar novidades, mas não seremos os mesmos membros ativos de antes! Todos criamos boas expectativas e embora no ORCA tudo o que os voluntários falem é pra não criarmos expectativas, não damos ouvidos; todos imaginamos uma família receptiva, colegas na escola fofos, professores legais… Mas nem sempre é assim. Nem todo mundo consegue deixar o brasil pra trás, a família, os amigos, alguns até o namorado (a)… e aí complica muito… fica difícil entrar de cabeça nessa experiência, e ficar longe de casa não deve ser fácil. Vamos chorar muito, sentir saudades, xingar a familia hospedeira, reclamar da comida.. Mas é uma oportunidade unica, e só depende de nós. Aprender a lidas com tudo o que é diferente! Esses meses vão passar rápido! Ja já voltamos pra comidinha brasileira e pros braços dos pais. Nada mais justo do que enfrentar os problemas… Lembro que quando ainda estava na seleção li esse topico aqui e não esqueci até hoje. Pra quem não leu, acho legal ler, o que essa garota escreveu pode ser muito importante pra muitos aqui! Aproveitem MUITO o intercâmbio de vocês, vamos fazer valer a pena, mesmo com dificuldades e fazer valer cada poste do Fofoquinhas, sempre cheios de planos!
 

Escrevi esse texto na comunidade do orkut “AFS 2009”.  E a Má colocou ele http://souslecieldefrance.blogspot.com/.

Sensações

Nem sempre são as melhores, pré-intercâmbio.

Não foi a primeira vez que aconteceu. Me revirei por um bom tempo até pegar no sono… Dormi, mas não notei. Por pouco tempo. O suficiente para eu delirar pensando que me mantinha acordada, ao despertar com terríveis dores na perna, que não me permitiam voltar a dormir. Não foi a primeira vez que aconteceu. Fecho os olhos. As dores continuam. Implorando para que as dores passassem, me lembro como foi terrível senti-las por duas noites seguidas nas férias de verão. Quem sabe uma massagem possa remediá-las. Passou. Não notei. Caí no sono novamente.

Quem sabe hoje eu não acorde no meio da noite com tão doloridas sensações. Ouvi dizer que os papéis pela qual espero há duas semanas, os quais me fazem visitar a caixa do correio diariamente, chegam semana que vem. Finalmente aliviada.

Só pra manter minha palavra:

“Mulheres são doces e ácidas, crocantes e macias, ativas e passivas. Contraste. É assim que vejo muitas delas e me surpreendo a cada dia com seu poder de surpresa e superação”. (Alex Atala)

Não há dois homens

… que digam a mesma coisa.

Lendo uma revista (L’Officiel) de alguns meses atrás, encontrei uma matéria legal, e acho que vou colocá-la aqui aos poucos. Mas antes, hoje tivemos um churrasco pro pessoal da AFS, do ORCA, mas nada oficial, vieram poucas pessoas, só pra nos reencontrarmos antes da viagem. Foi legal, a cada dia fico mais ansiosa. 39 dias! Voltando a reportagem:

Se você tem confiança em si mesma, será atraente, terá um ar chique sem fazer esforço. O que mata o sexy? Mostrar demais o corpo. É preciso se vestir sem esforço, com naturalidade, em harmonia com a própria personalidade. As roupas não passam de uma expressão que tempos dentro de nós. Mesmo sendo um grande fã de sapatos baixos, acho que toda mulher deve ter um par de sapatos de salto alto no guarda-roupa.” (G. Armani)